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  • Victor Huggo

TEM QUE SER 8 OU 80?


Na minha última postagem falei sobre o "fino trato” que a música deu à Joker, um exemplo de parceria e criatividade colaborativa entre diretor e compositor, algo que pouco se vê na industria do cinema Hollywoodiano que está cada vez mais seguindo a "linha de montagem” na produção de seus filmes.


O ator Jason Momoa (Aquaman, Game of Thrones) estreou recentemente na Apple TV+ uma série intitulada “See”, ambientada em um futuro distópico onde toda a humanidade perde a visão. A série teve um custo aproximado de US$ 17.000.000,00 (dezessete milhões de dólares) por episódio, o que é considerado altíssimo mesmo para os padrões de Hollywood.


Ainda que com um orçamento gigantesco como esse, com uma equipe enorme, tanto de música quando te desenho de som, no terceiro episódio da série, há no áudio da cena a voz de um vendedor falando em alto e bom som “SKOL LATÃO, SKOL LATÃO AQUI, ÓH”.

Pergunto: Por que? O que justifica isso? Como assim?


Existe aos baldes na internet, sites que vendem, ou simplesmente liberam músicas e efeitos sonoros de graça para qualquer um usar em suas produções sem que haja cobrança de direito autoral. É uma farra, todo mundo baixa o que quiser e sincroniza da forma que achar melhor.


No Youtube, que é um mercado gigantesco e que movimenta um valor absurdo de grana, tem canal famoso sobre decoração usando a mesma vinheta que um canal de oficina mecânica… canal sobre finanças com 3 milhões de inscritos usando a mesma música que que outro, aleatório, com 7 milhões de inscritos usou em um vídeo review sobre papel higiênico. Mas tudo bem (por enquanto,) são não profissionais da área produzindo seus conteúdos e trabalhando como podem, Ok.


Agora, uma série com um orçamento dezessete milhões por episódio cometer um amadorismo desses?! Ter uma megaprodução sob o descuido, descaso de alguém que baixou um áudio qualquer e usou como efeito de ambiente?! Há quem ache isso uma falta de respeito com o assinante… há que ache engraçado… há quem culpe o estagiário… e existe eu, que vou morrer achando que "o barato, quando não sai caro, no mínimo te envergonha"

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